terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Regulando a vitrola!

Os últimos dias de férias realmente nos permitem algumas estravagâncias e a minha estravagância de hoje foi regular a velocidade da minha vitrola. Isso porque fui ouvir um velho Peter Frampton (e também alguns Beatles) e notei que as coisas estavam um pouco aceleradas.
Mas como regular a velocidade de um tocadiscos? Em primeiro lugar, basicamente, temos dois tipos de tocadiscos: os direct drives e os com correia. O meu é com correia, então bastou abrir a tampa inferior e usar uma chave como esta:

Abaixo do motor há um minúsculo buraco onde entra somente este tipo de chave. Ali é regulada a rotação. Mas como acertar a rotação? 
Para um cara como eu, que tem ouvido, é relativamente fácil: basta colocar o vinil para rodar, enfiar a chave e regular a rotação "de ouvido". Basta alguns minutos de Hendrix para constatar a correta velocidade de reprodução.
Não conheço outra forma de regular a rotação. Você pode até colocar um CD com a mesma música para comparar se a velocidade está correta, mas ainda assim será "de ouvido". 





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vinil e evoluções tecnológicas

Lembro que fazem exatos 10 anos que, com meu próprio dinheiro, comprei meu primeiro computador pessoal. Seu monitor era um CRT e sua torre era, como todas daquela época, bege. Naquela época não havia banda larga em muitas residências e eu tinha que esperar até a meia noite para conectar, devido aos pulsos telefônicos. Com o pulso único havia somente uma cobrança. Conectar-se fora deste horário significaria elevar drasticamente a conta telefônica. Naquela época eu tinha alguns discos de vinil mas estava abandonando esta mídia aos poucos, pois já não havia pratos novos para vender. Com o computador, eu estava partindo para os MP3. Mas eu ainda achava estranho o fato de algumas frequências e sons simplesmente terem sumido.
Hoje, com o iPad em mãos, tenho a facilidade de comprar ou baixar conteúdo digital do iTunes Store e o faço às vezes. Não vou pagar R$ 100,00 para ter um vinil do Electric Ladyland. No iTunes encontrei por 5 vezes menos. Mas mesmo com toda esta tecnologia e mobilidade não consigo encontrar, no som digital, as frequências que eu encontro no vinil. Depois de ter reformado um velho tocadisco consegui alguns bons vinis, sempre garimpando em sebos e na web (Mercado Livre, Ebay, etc.), sempre evitando preços abusivos. E ali consegui reencontrar os sons que meus ouvidos há muito não escutavam. 
Vejo o vinil voltando à "moda" e sendo fabricado novamente no Brasil. Isso é bom, mas tenha a consciência de que o que você está ouvindo é som digital, no vinil. Para saber como é o som puro, analógico, só buscando nos velhos títulos de vinil dos anos 50, 60, 70 e 80.
E tem música boa meu amigo... Este é o último que comprei. 1984, de Rick Wakeman, álbum de 1981 com o som incrivelmente conservado, mesmo 33 anos depois...